À medida que a sociedade e as tecnologias sofrem mudanças, a noção, a visão e o tratamento da infância, também. Principalmente discussões acerca das consequências da tecnologia nos primeiros anos de vida e em como ela pode afetar o desenvolvimento das crianças. Por isso, o assunto de hoje é sobre como a tecnologia pode influenciar no aprendizado do seu pequeno e quando, quanto e como dosá-la ao longo dos primeiros anos de vida.

 

          Antes de iniciar essa discussão, precisamos te deixar ciente de que a tecnologia não substitui as relações humanas e trocas de experiências no mundo real. Usar um celular touch, por exemplo, não substitui a manipulação de outros objetos que asseguram que o seu bebê trabalhe e desenvolva a motricidade fina (que mais tarde vai servir para segurar um lápis, escrever, amarrar o sapato, etc.).

 

          Você lembra das 4 etapas do desenvolvimento infantil? Então clique aqui!


 

          A questão infância x tecnologia é complexa. O que entendemos hoje é que o seu uso exagerado traz consequências para o desenvolvimento cognitivo, físico, social e emocional dos pequenos. Usar a tecnologia como forma de domar a criança pode ser ainda mais prejudicial.

 

          Primeiro, porque quando ela está “quietinha”, imersa naquele mundo tecnológico, ela está muito mais vidrada e fascinada, e isso não significa que ela esteja atenta. E o excesso de estímulos visuais em relação aos outros sentidos, dificulta que a criança desligue essa superestimulação.

 

          E segundo, porque quando terceirizamos a função de cuidador para a tecnologia, deixamos de trabalhar com a criança pequena o exercício das regras e limites, prejudicando o desenvolvimento social e afetivo da criança. As consequências disso, no futuro, são um adulto que não sabe lidar com as frustrações da vida e não entende o “não poder”, ficando mais suscetível a doenças como ansiedade ou depressão. Será que o seu filho está emocionalmente saudável? Então clique aqui e descubra outros fatores que podem influenciar no desenvolvimento social e afetivo das crianças.

 


 

          Agora você deve estar se perguntando: se as tecnologias são tão prejudiciais assim para a infância, por que insistimos nelas? E qual a melhor forma de lidar com isso?

 

          Quando utilizado de forma indiscriminada, o mundo virtual de fato desestrutura os processos cognitivos, emocionais, físicos e sociais de uma criança. Entretanto, quando usada da forma correta, estimula a leitura e desperta a curiosidade sobre o mundo, favorecendo o prazer de aprender. Além de auxiliar no relacionamento interpessoal e a manter o foco em atividades escolares.

 

          A DIFERENÇA ESTÁ NA DOSAGEM! E qual seria a forma correta de inserir a tecnologia na vida do seu filho? Confira as 4 dicas que trouxemos para você:

 

  • O ideal é que o primeiro contato com o universo digital ocorra apenas depois dos 18 meses, sempre com supervisão e participação dos pais.

 

  • A Academia Americana de Pediatria recomenda que a partir dos 2 até os 5 anos, o tempo de contato com o mundo virtual seja de apenas uma hora ao dia. Isso inclui o contato com televisão, computadores, smartphones ou tablets.

 

  • Controle os canais de televisão que o seu filho tem acesso, assim como os sites que ele pode ter acesso na internet.

 

  • Sempre que o seu filho estiver “online”, procure estar por perto, supervisionando e participando desse momento.

 


 

          Na primeira infância, a criança precisa estar em contato com o lúdico. Ela precisa brincar, correr, imaginar, sonhar, fazer de conta e se desenvolver. Ela precisa cair, errar e ter noção de si mesma e do seu lugar no mundo. Já te contamos tudo sobre a importância da criatividade na infância? Então clique aqui!

 

          A gente entende que em um país cada vez mais caótico, violento e carente de espaços públicos seguros, fica difícil encontrar um lugar propício para ser criança. Por isso é importante contar com as Escolas de Educação Infantil. Seja na educação do seu pequeno ou oferecendo um lugar favorável para que ele possa ser criança, crescer e aparecer.

 

          Então agora, confira 4 passos para escolher a escola perfeita para o seu filho, clicando aqui.

 

          Fontes: Revista Saúde e Rede Nacional Primeira Infância