Todos os dias, de todos os lados, somos bombardeados com informações que vêm da TV, dos jornais, revistas, outdoors, internet e até de outras pessoas. E se para nós, adultos, é difícil lidar com tudo e, em certos momentos, nos vemos pequenos e cercados diante de tanta confusão, imagine para uma criança. É mais ou menos assim que elas se sentem quando os pais, tomados pela ânsia de criar filhos perfeitos, delegam a eles diversas tarefas (ballet, futebol, inglês, natação e o que mais estiver ao alcance da família).

 

          Se você já acompanha o projeto Fazer de Conta Faz Diferença, deve ter lido que as crianças de hoje têm mais ansiedade do que pacientes psiquiátricos infantis dos anos 50 (caso não, clique aqui e confira se o seu filho está emocionalmente saudável). Esse dado é apenas reflexo de uma educação que poda, aos poucos, a melhor parte da vida: a infância.

 

 

 

 

"Vivemos uma época de superpais que querem criar superfilhos, mas o resultado é uma supercriança para sempre, que, ao mesmo tempo que é carregada de atividades escolhidas pelos pais, não tem autonomia para amadurecer e fazer escolhas”.

Lidia Aratangy, psicóloga, PUC-SP, em entrevista para o Estadão

 


 

          De acordo com a psicóloga Roberta Cervelin, o índice de ansiedade e depressão em crianças e adolescentes está extremamente elevado, levando-se em consideração as crianças de 5 ou 10 anos atrás. “Hoje as crianças estão sendo estimuladas em excesso, e isso faz com que elas tenham medo de fracassar ou de não conseguir dar conta de determinada atividade na qual estão inseridas.”

 

          Isso significa que os pequenos estão cada vez mais perfeccionistas e intolerantes com os seus próprios limites, o que é extremamente perigoso. Afinal, quando uma criança se torna ansiosa, ela não sabe lidar com as suas frustrações ou futuras respostas negativas. “Quando ela ouvir ‘não’ ou não conseguir sucesso naquilo em que está envolvida, acaba por se retrair ou até entrar em depressão”, explica a psicóloga.

 


           

 

                    Como descobrir se o seu filho está sofrendo com excessos de estímulos na infância?

 

          Esta é a parte mais difícil da educação infantil. Conforme Roberta explica, essa área não é uma matemática exata e tudo varia de criança para criança. Ou seja, o que talvez seja demais para um pode ser o suficiente para outro. Por isso, o papel de uma Escola de Educação Infantil é tão fundamental.

 

          Nesse lugar, você vai poder contar com profissionais especializados. Além disso, essas escolas trabalham com o desenvolvimento individual de cada aluno. Lá, o seu filho é visto como um indivíduo único, com dificuldades e facilidades singulares. É importante que os pais comecem a enxergar nas Escolas de Educação Infantil parceiras para criar seres humanos completos: com inteligência emocional, responsabilidade afetiva e com disciplina e competência em todas as áreas da vida.

 

          Ainda está com dúvidas sobre qual a melhor escola para o seu pequeno? Então clique aqui e descubra as melhores dicas para escolher o lugar perfeito!