Temos uma pergunta para te fazer: Você já disse alguma das seguintes frases: “Meu filho já não usa mais fraldas!”; “Ele ainda não caminha?”; “Você acredita que ele tem 4 anos e já sabe ler?” ou “Filho, como se diz essa palavra em inglês”?

 

          Se a resposta for positiva, temos uma coisa para te contar: isso pode ser prejudicial para ele, sem você saber. Se a resposta for negativa: alguma das situações abaixo você já deve ter vivenciado (por isso, a nossa dica é ler este texto até o fim).

 

 

 

 

          O desenvolvimento infantil é cheio de descobertas, fantasias, brincadeiras e aprendizados. Características que não impedem que as crianças logo descubram que a vida não é perfeita e que vivemos em um mundo caótico, com contradições e altamente competitivo. A tendência é que as comparações e cobranças comecem muito cedo, dentro do próprio ambiente de família, e acabem estendendo-se às próprias crianças, mesmo que sem intenção e de forma bastante sutil.

 

          Frases como as que citamos ali em cima, às vezes, têm tudo a ver com essa descoberta do mundo real. Mas, para você, esses discursos podem mostrar o orgulho pela inteligência e esperteza dos filhos. Entretanto, existe o lado do seu filho, que pode envolver apenas a grande expectativa da família em relação a essa criança, que precisa não somente corresponder, mas superar tudo o que os pais e a sociedade esperam dela.

 

 

E se para nós, adultos, já é difícil lidar com pressões, imagine o peso disso para uma criança.

 

 

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          Não estamos dizendo que não é importante mostrar o mundo como ele é para os pequenos. Por outro lado, acreditamos que isso deve ser feito de forma sutil e leve, para que as crianças cresçam e aprendam a lidar com os problemas da vida da melhor forma possível.

 

          Agora que você sabe, precisamos te mostrar 5 atitudes comuns, mas que não são nada saudáveis para o crescimento das crianças (ou para a descoberta do mundo como ele é). Confira:

 

          Dos 0 aos 2 anos:  Tente utilizar menos a palavra “não”, pois ela bloqueia a iniciativa e a criatividade dos pequenos. Isso não quer dizer que o seu filho pode fazer tudo o que deseja, mas ao invés de dizer “não”, sugira algo diferente para o que ele esteja fazendo, chamando a atenção para outra atividade. Por exemplo, quando ele estiver mexendo em algum objeto que não poderia, chame-o para ver um novo brinquedo... Assim, diferente de dizer: “Não, aí não pode mexer!, de forma tão impositiva e dura, você pode usar: “Filho, olha esse livro, que colorido, vamos ver se encontramos algum desenho de bichinho por aqui?”


 

          Dos 2 aos 4 anos:  Quando o seu filho estiver brincando de fantasia, não fique preocupado e nem proíba o uso de adereços que não condizem com o sexo da criança, ou seja, se o seu filho quiser se vestir de princesa ou se a sua filha quiser se vestir de super-herói, eles estão apenas entrando no mundo da imaginação e testando os seus poderes. Com essa idade, de maneira alguma isso significa que eles estão definindo a sua identidade de gênero. Essa ideia pode estar em você e não na criança. Ela apenas está brincando de faz de conta!

 

 

          Dos 4 aos 6 anos:  Muitas vezes, as crianças fantasiam e inventam mil histórias. Ouça com atenção e interaja, entre nesse mundo de faz de conta e divirta-se também ao invés de ficar duvidando ou acabando com a criatividade do seu filho, dizendo que aquilo é uma mentira. Na cabeça das crianças, a imaginação é muito fértil e deve ser estimulada. Se você prestar atenção, vai saber direitinho quando ela está mentindo de verdade e quando está brincando de fantasiar!

 

 

 

          Agora você deve estar se perguntando: Como eu faço para apresentar o mundo real para o meu filho de maneira saudável? A resposta é simples: faz de conta. Afinal, é no mundo da imaginação e do faz de conta que as crianças vivenciam momentos importantes para elas, que serão trabalhados internamente de forma que ela aprenda a lidar melhor com alguns sentimentos, emoções e questões que estão presentes no seu dia a dia e que, muitas vezes, são difíceis de serem encarados.

 

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