O cérebro de uma criança atinge de 700 a 1.000 novas conexões entre neurônios por segundo, usa 75% da energia do corpo e, em 3 anos, atinge 87% do seu tamanho.

 

      Mesmo assim, mais de 200 milhões de crianças menores de 5 anos de idade, nos países em desenvolvimento, não alcançam todo o seu potencial cognitivo, conforme mostrou o relatório da Unicef de 2012.

 

          Ou seja, não basta estar a todo vapor, outros fatores também influenciam no nosso desenvolvimento ao longo da vida. Em entrevista para a revista Crescer, a doutora em Psicologia do Desenvolvimento Pia Britto explicou que na primeira infância o cérebro é como uma esponja que absorve tudo ao seu redor. Consequentemente, as experiências e influências externas contam muito nessa fase da vida.

 

          Por isso, hoje trouxemos 4 fatores que podem influenciar ou prejudicar o desenvolvimento infantil das crianças.

 

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  • Hereditariedade: A nossa carga genética pode dizer muito sobre o nosso organismo, quem somos e como podemos ser. Assim, esse fator deve ser observado ao longo da primeira infância, pois pode dar dicas preciosas acerca do tempo de desenvolvimento de cada criança.

 

  • Problemas físicos: Se a criança sofre de alguma condição médica, o desenvolvimento dela pode ser dificultado (mas nunca impedido). Por exemplo, uma criança que não ouve pode demorar um pouco mais para desenvolver a linguagem.


 

  • Nutrição: A alimentação é importante tanto para o desenvolvimento do corpo, quanto para a cognição da criança. Afinal, o cérebro é um órgão como outro qualquer e também precisa estar devidamente nutrido.

 

          De acordo com o relatório da Unicef, mesmo aparentando estar bem alimentado, com calorias suficientes para manter as suas atividades cotidianas, o pequeno pode sofrer da “fome oculta”, causada pela falta de micronutrientes que são essenciais para o seu desenvolvimento (deficiências de substâncias essenciais, tais como vitamina A, ferro ou zinco fornecidas por frutas, vegetais, peixe ou carne).

 

          “Sem esses micronutrientes, as crianças correm um risco mais alto de morte, cegueira, retardo de crescimento e QI mais baixo”

 

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  • Ambiente: muito ou pouco? Já falamos disso neste post, mas sempre é bom reforçar que quando a criança está em um ambiente em que recebe estímulos o suficiente, o seu desenvolvimento é facilmente acelerado. Quando há falta, pode haver um retardo na sua evolução. Já estímulos demais podem deixar a criança ansiosa e frustrada.

 

          Então, nada de apressar etapas e encher o seu pequeno de regras e atividades. De acordo com a neuropiscopedagoga Marcele Martins, uma criança apresenta ótimos resultados quando os estímulos ocorrem por meio de brincadeira, por exemplo, em um ambiente escolar adequado.

 

O ciclo de brincadeiras infantis deve ser respeitado para que ela aprenda de forma tranquila, sem ser inserida em um ambiente com regras e parâmetros já prontos e rígidos, que devem ser respeitados, sem ela nem saber como ou o porquê.


 

          Para ela, as escolas de educação infantil são o meio termo perfeito entre o seu lar e uma instituição de ensino mais formal, em que ela terá que entrar cedo ou tarde. Além disso, nas escolinhas as regras e disciplinas são inseridas de forma tranquila, sem que os pequenos se sintam pressionados, perdidos ou com medo do fracasso, com um olhar muito mais individualizado para cada criança, respeitando o tempo de cada uma delas.

 

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          Fontes: Minuto Saudável e Unicef